terça-feira, 12 de março de 2013

Viagem no tempo

"É um tempo, um lugar, uma música. 
E você se lembra de como era quando estava naquele lugar, e então você escuta a música e sabe que não está mais lá, e isso faz você se sentir vazio. 
E você não pode mais viver aquilo novamente"

Trecho do filme "Sem Segurança Nenhuma" (2012)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Nostalgia

"Sei que tudo isso
não passará de histórias um dia
e nossas imagens
se tornarão fotografias antigas.
Todos nós
nos tornaremos pais de alguém.
Mas, agora,
estes momentos não são histórias.
Isto está acontecendo.
Estou aqui.
Consigo enxergar.

Por um momento único,
você sabe que não é uma história triste.
Você está vivo
Você se levanta
e vê as luzes nos prédios.
Está ouvindo aquela música,
naquele passeio,
com as pessoas que você mais ama neste mundo.
E, neste momento, eu juro...
SOMOS INFINITOS"

Trecho do filme "As Vantagens de Ser Invisível" (2012)

Canções de amores perdidos, rejeição e dor

"As pessoas afetivamente mais infelizes que conheço são as que mais gostam de música pop, e não sei se foi a música pop que causou tal infelicidade, mas sei que elas vêm ouvindo as canções tristes há mais tempo do que vêm vivendo suas vidas infelizes"

Trecho do livro "Alta Fidelidade", de Nick Hornby

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Bote salva-vidas


"Quando temos aqueles raros momentos de clareza,
aqueles instantes em que o universo faz sentido,
tentamos desesperadamente nos agarrar a eles.
Eles são como botes salva-vidas para os tempos mais sombrios,
quando o sentido de tudo isso,
a n
atureza incompreensível da vida,
nos escapa totalmente.
Então a questão volta a ser, ou deveria ter sido sempre:
o que você faria se soubesse que tem apenas mais um dia,
uma semana ou um mês de vida?
A que bote salva-vidas se agarraria?
Qual segredo contaria?
Que banda iria assistir ao show?
Para qual pessoa declararia o seu amor?
Qual desejo realizaria?
Para qual exótico local viajaria só para tomar um café?
Qual livro escreveria?"





Trecho do filme "Uma Semana" (2010)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Pensamentos de "Enlightened"



Nova série da HBO, "Enlightened", teve sua primeira temporada, com dez episódios de meia hora cada, lançada no ano passado. Por ser rapidinha, já é um motivo para assistir. Mas, mais que isso, o tv show merece entrar na sua watchlist pela performance da atriz Laura Dern, que interpreta com verve uma mulher de 40 anos que surta após o término de um relacionamento e vai para um spa terapêutico. Ela retorna com ideias altruístas de mudar o mundo, mas só quebra a cara. O seriado em si não lá grandes coisas, mas Laura carrega os episódios nas costas, com uma atuação irretocável. Irritante quando precisa e carismática nos momentos mais delicados. Sua interpretação garantiu a renovação para uma segunda temporada, após vencer o Globo de Ouro por Melhor Atriz (comédia).

Além de Laura, "Enlightened" às vezes surpreende com pequenas pérolas em seu roteiro. Pensamentos sobre amores, escolhas, superação e o significado da felicidade. Abaixo, coloco algumas dessas frases retiradas da série que valem uma reflexão:

Trecho 1
"Pode tentar fugir da história da sua vida
Mas você não consegue
Aconteceu
O bebê morreu
O cachorro também
Um coração foi partido
Te conheci quando você era jovem
Sei que seu coração foi partido também
Continuarei te conhecendo
quando nós dois estivermos velhos
E, quem sabe, mais sábios
Espero que sejamos sábios
Te conheço agora
Sua história
A minha não é bem o que eu gostaria
Mas eu aceito
É a minha história
Só minha
E ainda não acabou
Ainda resta tempo
Ainda resta
Muito tempo.

Trecho 2:
Meu primeiro amor
Meu marido
Minha decepção amorosa
Minha dor
Parece tão calmo agora
Aqui...
Não é mais o traidor e mentiroso
Não sou mais a histérica e ranzinza
Não estamos velhos
Ou jovens
Não há amargura ou ilusões
E não há necessidade de medo ou esperança
Somos apenas espíritos vagano juntos por este planeta perfeito
Podemos nos libertar de nossas tristes histórias
Elas flutuam
até que sejam lembrança de um sonho recente
Sombras embaixo d´água

Trecho 3 - Parte I
As vezes, tarde da noite
com medo e vergonha,
deito na cama
e penso na vida de outra pessoa
Imagino o amor que recebe
E o alívio que vem de ser realmente conhecido
Os prazeres secretos que partilham
Os amigos que têm
e as pressões que não tem
A sensação de importância
As satisfações no trabalho
Imagino como são realizados
Como a vida deles é valiosa
E nestes momentos
Me sinto vazia e desprovida.

Trecho 3 - Parte II
Imagino o amor que não têm
Vejo a paixão que está faltando
Os amigos que não conhecem
E a terrível pressão que os esmaga
Nesses momentos
percebo o quanto tenho
E quanto tenho para dar.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A Volta de Amy Winehouse

O maior fenômeno da música na atualidade, Amy Winehouse, subiu ao palco do Summer Soul Festival, em Florianópolis, no dia 8 de janeiro, e de imediato encantou o público de mais de 10 mil pessoas com a sequência de hits “Just Friends”, “Back to Black” e “Tears Dry On Their Own”. O vozeirão ecoava, sem esforço, de uma Amy comportada, sem mais aquela aparência de doente e, ao que tudo indicava, recuperada do uso abusivo das drogas. Após a trinca de sucessos, a cantora fez uma longa pausa para conversar com o backing vocal Zalon Thompson, dando a impressão de que estava decidindo o que fazer. A “escolha” talvez tenha determinado o restante da apresentação: uma série de canções do segundo álbum da artista aliada com covers desconhecidos e faixas personificadas apenas por Zalon, sem sequer a presença de Amy no palco.

O tão aguardado retorno de Winehouse, após um ano sem fazer um show completo, deixou a sensação de amadorismo e desleixo com a platéia. Foram constantes pausas entre as canções, raras palavras direcionadas ao público e um encerramento abrupto. Amy ainda pareceu estar cometendo gafes, como errar o microfone e pedir cola ao protegido Zalon para apresentar os músicos da banda. Mas, ao fim, tudo pareceu um grande teatro. Nem mesmo a poderosa voz entoada nas idolatradas músicas conseguiram capturar de volta aquela efervescente empolgação da abertura.

As equivocadas escolhas no repertório também receberam críticas. Das 16 canções, duas foram releituras de clássicos do soul, muito lentas e apáticas para a adrenalina da platéia, e três com interpretação somente dos backing vocals. Sem contar ainda os dez minutos com uma longa (e vergonhosa) apresentação dos integrantes. Ou seja, apenas metade do show – cerca de 35 minutos – foram com os hits da cantora, que mais parecia estar no piloto automático para encerrar com a noite de uma vez.

Na saída, a decepção da platéia foi notável. Assistir Amy no palco, a poucos metros de distância, serviu para identificar uma garota de 20 e poucos anos ainda perdida e desorientada com o sucesso. Mesmo satisfeito de presenciar o primeiro show depois de um hiato expressivo da artista, o que fica é a impressão de muito talento e pouco profissionalismo.

DIFERENCIAL DA NOITE

Se por um lado a apresentação da diva do soul deixou a desejar, por outro, os músicos Mayer Hawthorne e Janelle Monáe aproveitaram a chance para mostrar que também possuem um som de qualidade. Os dois abriram o festival com energia suficiente para empolgar o público, que, na grande maioria, não conhecia o trabalho dos novatos no gênero. Mayer despontou em 2009 com seu debut “A Strange Arrangement’, de canções inspiradas em estilo retrô e com ritmo suingado. O americano aqueceu a primeira hora do festival com este som particular e também destilou carisma conversando inúmeras vezes com a platéia.

Antes de Amy Winehouse de subir ao palco, o espetáculo foi da nova queridinha da mídia, Janelle Monáe, cujo segundo disco, “The ArchAndroid”, venceu como o melhor de 2010 pelo jornal britânico Guardian, além de figurar nas principais listas de melhores do ano. A cantora surpreendeu com uma grande produção carregada na dramaturgia, imagens chamativas no telão, danças coreografadas e artes plásticas. De tanta eletricidade, sem interrupções, o topete característico da artista não pôde manter-se intacto aos 45 minutos de muito funk, R&B e rock psicodélico, desmanchando-se no encerramento, com “Tightrope”, seu maior hit.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Setembro


Como é difícil envelhecer

Principalmente quando se sente com 21 anos por dentro

Todas as forças que te sustentam durante a vida

simplesmente definham uma a uma

Você observa seu rosto no espelho

e percebe que falta algo

E descobre que é o seu futuro.



Diálogo do filme "Setembro (1987)", de Woody Allen.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Sem a essência de Chico

O primeiro episódio de “Amor em 4 atos” foi ao ar hoje. A atração global tem como chamariz o fato de ser baseado nas canções do cantor e compositor Chico Buarque. Fora isso, pode atrair o público pelo elenco poderoso: Carolina Ferraz, Alinne Moraes, Vladmir Brichta, Dudu Azevedo, Camila Morgado, Dalton Vigh e os protagonistas do primeiro capítulo, Marjorie Estiano e Malvino Salvador. Na mostra de abertura os dois aparecem esforçados em seus papéis, mais lindos do que nunca e em plena sintonia. O casal foi, disparado, o que teve de melhor neste primeiro exemplar.

A estreia contou duas histórias românticas, ambas clichês, e praticamente nada relacionadas com as músicas de Chico. As forçadas semelhanças com a música “Ela faz Cinema”, que dá título a este episódio, foram: a personagem de Marjorie está envolvida na edição de um videoclipe, ela presenteia Malvino Salvador com um livro sobre cinema contemporâneo e a execução da música emblemática durante a exibição. Do resto, o amor dilacerador da canção não dá as caras. O que faltou no seriado, certamente, foi a poesia das obras musicais.

O nome de Chico Buarque associou uma qualidade ao produto que não supriu as expectativas. A trama sem nenhuma profundidade foi levemente simpática e apresentou algumas boas idéias, principalmente visuais, mas, ao todo, representa um entretenimento esquecível. O resultado chegou próximo a outra minissérie recente também composta por episódios, “As Cariocas”, que da mesma forma mostrou irregularidades graves.

Como o programa é formado por quatro episódios, vide o título, resta esperar pelos demais que devem ser exibidos até o final da semana. Assim, poderá se ter uma visão geral do que foi oferecido. Pela abertura, dificilmente o andamento da atração vai aproximar-se da essência das obras de Chico.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Lista de Livros

Minha média de 15 a 20 livros por ano despencou em 2010 para apenas oito. Apesar de ter diminuído o folhar das páginas, segui adquirindo novos exemplares para leitura. Dessa forma, tenho uma surtida biblioteca pronta para ser devorada em 2011. E esta é uma das minhas resoluções para este novo ano: ler mais.

Aqui vão os títulos que concluí no ano que passou:


Estes dois últimos estão com leitura em andamento.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Só eu notei?

A nova baladinha do momento é "Two is Better Than One" da desconhecida banda Boys Like Girls em parceria com Taylor Swift. A música é bem legal, tem levada e é perfeita como trilha sonora de um filme. Tão perfeita que fiquei com ela na cabeça para um longa-metragem. E foi aí que achei que já tinha escutado a música. Não é que eu conhecia mesmo! Só que em outra versão. A canção é praticamente a mesma que "Way Back to Love", produzida para o filme "Letra & Música", com Hugh Grant e Drew Barrymore. Comprove. Conto com a tua astúcia.

A original (não achei vídeo melhor. gostou? melhor baixar a faixa original)


Cópia bem realizada (desconsiderar os 12 segundos iniciais)